Ethereum ainda lidera o DeFi. Por que sua participação de mercado está caindo?

A posição do Ethereum nas finanças descentralizadas parece contraditória. No início de 2025, ele concentrava cerca de 63,5% do valor total bloqueado (TVL) no DeFi. Em maio de 2026, essa participação havia caído para aproximadamente 53–54%. À primeira vista, parece uma grande perda de espaço.

Ethereum ainda lidera o DeFi. Por que sua participação de mercado está caindo?

Mas é preciso olhar também para o valor absoluto. O Ethereum ainda mantinha cerca de US$ 45 bilhões em TVL no DeFi em maio de 2026 — um volume expressivo de capital, mesmo com a queda da sua fatia de mercado. Por isso, a pergunta mais útil não é apenas se o Ethereum está perdendo espaço no DeFi:

O Ethereum está perdendo atividade ou o DeFi cresce mais rápido fora dele?

Essa distinção está no centro do debate sobre a participação do Ethereum no DeFi em 2026. Uma porcentagem menor não significa automaticamente uma economia menor. A rede pode continuar importante para liquidez, liquidação e infraestrutura enquanto outras capturam uma parcela maior do crescimento.

A participação do Ethereum no DeFi: de 63,5% para 53–54%

Antes de examinar os concorrentes, é preciso entender o que essa porcentagem mede.

Indicador

Valor analisado

Participação do Ethereum no DeFi, início de 2025

63,5%

Participação do Ethereum no DeFi, maio de 2026

~53–54%

TVL do Ethereum em maio de 2026

~US$ 45 bilhões

Participação da Base no TVL em maio de 2026

~5,31%

Valor de mercado atual das stablecoins

~US$ 305 bilhões

Valor de mercado atual do USDT

~US$ 183 bilhões

Valor de mercado atual do USDC

~US$ 74,5 bilhões

A comparação histórica mostra quanto mudou a participação do Ethereum. O quadro atual das stablecoins também importa: o painel da DeFiLlama de setembro de 2026 estima o valor de mercado total em cerca de US$ 305 bilhões, com USDT em torno de US$ 183,4 bilhões e USDC perto de US$ 74,4 bilhões.

Portanto, o dado principal não é simplesmente uma perda de cerca de 10 pontos percentuais de participação no DeFi.

Uma interpretação melhor é esta:

A fatia do Ethereum no TVL do DeFi caiu cerca de 10 pontos percentuais, de 63,5% para 53–54%. Mesmo assim, a rede preservou uma economia DeFi muito grande em termos absolutos. Participação menor não significa, por si só, perda de relevância nas finanças descentralizadas.

Isso muda bastante a leitura dos dados.

A fatia de mercado pode cair sem que a economia DeFi do Ethereum encolha muito

Participação de mercado é uma relação entre valores. A porcentagem do Ethereum pode cair mesmo sem um colapso do seu TVL.

TVL absoluto e participação no TVL

Considere um exemplo simples.

Cenário A

  • TVL do Ethereum: US$ 60 bilhões → US$ 50 bilhões
  • TVL total do DeFi: US$ 95 bilhões → US$ 100 bilhões

O Ethereum perde US$ 10 bilhões enquanto o mercado cresce. Sua participação cai bastante.

Agora, veja o cenário oposto.

Cenário B

  • TVL do Ethereum: US$ 45 bilhões → US$ 50 bilhões
  • TVL total do DeFi: US$ 70 bilhões → US$ 100 bilhões

O Ethereum ganha US$ 5 bilhões.

Ainda assim, sua fatia de mercado diminui.

Por quê?

Porque o restante do DeFi cresceu muito mais.

Essa é a maneira mais simples de entender o debate atual sobre a participação do Ethereum.

A queda percentual pode representar crescimento relativo menor, não um colapso absoluto.

Por que a diferença importa

Se o TVL do Ethereum cair acentuadamente enquanto redes concorrentes ganham liquidez, isso indicará migração de capital.

Mas a leitura é diferente se o Ethereum permanecer estável ou crescer enquanto Solana, Base, BNB Chain, Arbitrum e outras redes avançam mais rápido.

Nesse caso, o mercado não está necessariamente abandonando o Ethereum.

Ele pode estar apenas se expandindo além dele.

O que aconteceu fora do Ethereum

Se a participação do Ethereum diminuiu, a porcentagem perdida não desapareceu.

Ela se distribuiu entre ecossistemas de blockchain cada vez mais competitivos.

Esses concorrentes não são iguais: atraem usuários, aplicações e tipos de capital diferentes.

Solana

A Solana ganhou importância especialmente no DeFi orientado a trading de alta frequência.

Seus atrativos incluem:

  • Alta capacidade de processamento de transações
  • Custos de transação baixos
  • Execução rápida
  • Atividade intensa em exchanges descentralizadas
  • Grande base de usuários interessados em trading
  • Liquidez profunda em várias aplicações importantes

Dados atuais da DeFiLlama mostram a diferença entre capital e atividade. A Solana registra cerca de US$ 68,4 bilhões em volume de DEXs em 30 dias, ante aproximadamente US$ 36,9 bilhões do Ethereum.

Isso não significa que a Solana substituiu o Ethereum.

Mostra algo mais importante:

Uma rede pode concentrar muita atividade econômica sem alcançar a posição histórica do Ethereum em TVL.

BNB Chain

Ethereum ainda lidera o DeFi. Por que sua participação de mercado está caindo?

A BNB Chain tem outra vantagem competitiva: sua escala entre usuários de varejo.

O ecossistema se beneficia de:

  • Custos de transação baixos
  • Grande alcance entre usuários existentes
  • Atividade com stablecoins
  • Ampla participação de usuários de varejo
  • Um ecossistema maduro conectado a exchanges

O resultado é uma forma diferente de concorrência no DeFi.

O Ethereum historicamente atrai aplicações que movimentam muito capital e protocolos com liquidez profunda. A BNB Chain pode competir melhor onde frequência de transações e facilidade de acesso fazem mais diferença.

Base

A Base talvez seja o caso mais interessante porque complica a própria definição de Ethereum. Ela está diretamente ligada ao ecossistema Ethereum, mas sua atividade costuma ser registrada separadamente da atividade da camada 1 do Ethereum. Assim, o ecossistema mais amplo do Ethereum pode crescer enquanto a participação da sua camada 1 no TVL do DeFi cai.

Dados atuais da DeFiLlama apontam cerca de US$ 5,65 bilhões em TVL no DeFi da Base, aproximadamente US$ 4,94 bilhões em stablecoins e quase US$ 1 bilhão em volume diário de DEXs. É um exemplo de por que o TVL da camada 1, sozinho, não explica a participação do Ethereum no DeFi.

Outros ecossistemas em crescimento

A mesma mudança estrutural aparece em outras redes, entre elas:

  • Arbitrum
  • Hyperliquid
  • Avalanche
  • Sui
  • Tron
  • Monad
  • Polygon
  • Outros ecossistemas emergentes

O objetivo não é montar mais um ranking de blockchains. O ponto é que o DeFi está se distribuindo por várias redes. O Ethereum não precisa concentrar todos os dólares e todas as transações para que sua infraestrutura continue influente.

Ethereum ainda lidera o DeFi. Por que sua participação de mercado está caindo?

A estratégia de camada 2 dificulta medir a ‘participação do Ethereum’

Este talvez seja o maior problema de medição de toda a discussão. O Ethereum funciona cada vez mais como um ecossistema, não como um único ambiente de execução.

Um usuário pode:

  1. Manter um ativo associado ao Ethereum.
  2. Transferi-lo por uma ponte para uma L2.
  3. Negociar na L2.
  4. Fornecer liquidez na L2.
  5. Usar uma aplicação implantada na L2.
  6. Por fim, liquidar a atividade por infraestrutura conectada ao Ethereum.

Para o usuário, tudo isso pode fazer parte do mesmo ecossistema Ethereum. Para um painel de TVL, o capital pode ser atribuído a outra rede.

Camada 1 do Ethereum e ecossistema Ethereum

Isso cria duas perguntas diferentes:

Pergunta 1: quanto capital de DeFi está bloqueado diretamente no Ethereum?

Pergunta 2: quanta atividade de DeFi acontece no ecossistema mais amplo conectado ao Ethereum?

Não são a mesma medida.

A Base deixa essa distinção evidente.

Se a Base concentra bilhões de dólares em liquidez DeFi, esse capital fortalece o ecossistema de expansão do Ethereum sem aparecer no TVL isolado da camada 1. Dados atuais da Base também mostram cerca de US$ 19,4 bilhões em TVL transferido por pontes, contra aproximadamente US$ 5,7 bilhões em TVL nativo. Isso mostra que a presença de capital no ecossistema pode ser maior do que sugere apenas o TVL nativo.

A participação do Ethereum deve incluir suas L2s?

É aqui que a definição fica mais complicada.

Considere um ecossistema composto por:

  • Camada 1 do Ethereum
  • Base
  • Arbitrum
  • Optimism
  • Outras L2s do Ethereum

Se cada rede for contada separadamente, a participação da camada 1 do Ethereum pode parecer menor.

Se todas forem reunidas em um só ecossistema Ethereum, sua presença econômica parece muito maior.

Nenhuma das duas formas de medir está automaticamente errada.

Elas respondem a perguntas diferentes.

O Ethereum ainda concentra muita liquidez em stablecoins

O TVL também deixa de fora outra parte importante da economia DeFi: stablecoins que têm utilidade econômica mesmo quando não estão bloqueadas em um protocolo.

Em setembro de 2026, o valor de mercado total das stablecoins gira em torno de US$ 305 bilhões. O USDT representa cerca de US$ 183 bilhões e o USDC, aproximadamente US$ 74 bilhões.

Essa liquidez importa porque stablecoins são usadas como:

  • Ativos de negociação
  • Garantia no DeFi
  • Ativos de liquidação
  • Instrumentos de tesouraria
  • Meios de pagamento
  • Liquidez para exchanges descentralizadas
  • Pontes entre diferentes ecossistemas de blockchain

Mas nem toda stablecoin é depositada no Aave, em um pool de DEX ou em outro protocolo DeFi.

Um USDC guardado em uma carteira não entra na conta da mesma forma que um USDC depositado em um mercado de empréstimos. Ambos, porém, podem ter utilidade econômica. Daí vem outra distinção:

TVL não é o mesmo que toda a liquidez economicamente útil.

Isso importa ao interpretar a participação do Ethereum no DeFi, porque uma queda no TVL dos protocolos não significa necessariamente que sua infraestrutura de stablecoins perdeu relevância.

A atividade nas DEXs conta outra história

O TVL mede capital. O volume em DEXs mede atividade. Os dois indicadores podem seguir direções completamente diferentes.

O que o TVL mede

Em geral, o TVL reflete:

  • Ativos depositados em protocolos
  • Liquidez fornecida aos mercados
  • Garantias de empréstimos
  • Capital alocado a aplicações
  • Ativos mantidos em contratos DeFi

O que o volume em DEXs mede

O volume em DEXs abrange:

  • Atividade de negociação
  • Trocas de tokens
  • Giro da liquidez
  • Demanda do mercado
  • Movimento de capital entre ativos

Essa diferença é fundamental.

Uma rede pode ter um TVL relativamente modesto e um volume de negociação muito alto.

Outra pode guardar muito capital e gerar bem menos atividade de negociação.

Os dados atuais da DeFiLlama ilustram isso. O Ethereum registra cerca de US$ 1,3 bilhão em volume de DEXs em 24 horas e US$ 36,9 bilhões em 30 dias; a Solana, aproximadamente US$ 2,7 bilhões em 24 horas e US$ 68,4 bilhões em 30 dias. A Base também registra cerca de US$ 900 milhões em 24 horas e US$ 25,1 bilhões em 30 dias.

Isso não prova que o Ethereum está perdendo usuários.

Mostra que o TVL, sozinho, não revela onde a atividade DeFi acontece.

Para avaliar a participação do Ethereum, a distinção é indispensável.

O Ethereum está perdendo usuários ou o DeFi está se tornando multichain?

Há duas interpretações concorrentes.

Argumento 1: o Ethereum está perdendo parte da atividade

Existem sinais reais que sustentam essa leitura.

O Ethereum concorre com redes que oferecem:

  • Transações mais baratas
  • Execução mais rápida
  • Ambientes especializados em trading
  • Ecossistemas de aplicações alternativos
  • Outros incentivos de liquidez
  • Grandes bases de usuários de varejo

Portanto, a queda da sua participação no TVL do DeFi não deve ser ignorada.

Parte da atividade e da liquidez claramente se desenvolveu em outros lugares.

Argumento 2: o DeFi está se fragmentando

Outra explicação é que os usuários não estão necessariamente escolhendo uma blockchain e abandonando as demais para sempre.

Cada vez mais, eles usam vários ecossistemas.

Uma pessoa pode:

  • Manter ETH no Ethereum.
  • Enviar stablecoins para uma L2.
  • Negociar na Base.
  • Usar a Solana para outro mercado.
  • Guardar ativos em uma exchange centralizada.
  • Voltar ao Ethereum para outra aplicação.

Sua atividade no DeFi passa a se distribuir por várias redes.

Isso muda a forma de concorrência.

O mercado pode estar deixando de ser:

Ethereum → todo o resto

para se tornar:

Ethereum + L2s + outras L1s + liquidez entre redes

É uma mudança estrutural mais importante do que a simples troca de posições em um ranking.

A nova disputa no DeFi envolve o lugar da atividade, não só o capital bloqueado

Definir a participação do Ethereum no DeFi fica mais difícil quando se consideram vários indicadores.

Indicador

O que mostra

TVL

Capital alocado a protocolos

Volume em DEXs

Atividade de negociação

Oferta de stablecoins

Liquidez disponível para pagamentos e negociações

Endereços ativos

Participação dos usuários

Taxas

Demanda econômica

Receita dos protocolos

Monetização

Número de transações

Uso da rede

Atividade nas L2s

Expansão do ecossistema Ethereum

Cada indicador responde a uma pergunta diferente.

Uma rede pode liderar em uma categoria e ficar abaixo de outras em outra.

Por isso, nenhum indicador isolado mede perfeitamente a participação no DeFi.

Como interpretar esses dados

Se o Ethereum lidera em TVL e outra rede lidera no volume das DEXs, os dois dados podem estar corretos.

Eles mostram aspectos diferentes do mercado.

A pergunta mais completa passa a ser:

Qual blockchain concentra a atividade econômica mais relevante em liquidez, negociação, usuários, taxas e liquidação?

Responder a isso é mais difícil do que ordenar redes pelo TVL.

A queda da participação do Ethereum pode indicar maturidade do DeFi

Essa interpretação é menos óbvia.

No início, o DeFi se concentrava no Ethereum porque a rede reunia várias vantagens:

  • O maior ecossistema de contratos inteligentes
  • Protocolos DeFi estabelecidos
  • Liquidez profunda
  • Infraestrutura madura para desenvolvedores
  • Padrões de tokens amplamente adotados
  • Amplo suporte de carteiras
  • Infraestrutura consolidada de stablecoins

Com o amadurecimento do setor, redes concorrentes reuniram infraestrutura e liquidez suficientes para se especializar.

Isso criou perfis diferentes de ecossistema.

Ecossistema

Principal característica competitiva

Ethereum

Liquidez profunda, protocolos estabelecidos e infraestrutura de liquidação

Solana

Atividade rápida e voltada a trading

Base

Aplicações para consumidores e atividade conectada ao Ethereum

Arbitrum

Infraestrutura DeFi consolidada e expansão de capacidade

BNB Chain

Grande ecossistema voltado a usuários de varejo

Hyperliquid

Negociação em alto volume e mercados perpétuos

Avalanche

Aplicações especializadas e desenvolvimento independente do ecossistema

Sui

Ecossistema emergente de aplicações de alto desempenho

Assim, a queda da participação do Ethereum no DeFi não representa automaticamente uma falha tecnológica.

Ela também pode refletir a especialização do mercado.

O Ethereum não precisa ser o único lugar em que o DeFi acontece para que a economia DeFi cresça.

O que mostraria uma perda real de relevância do Ethereum no DeFi?

Isso não significa que o Ethereum não possa perder sua posição.

Pode, sim.

Mas seria preciso examinar mais do que a queda de uma porcentagem do TVL.

Sinais mais fortes de declínio estrutural

Uma avaliação negativa mais convincente combinaria vários indicadores:

  • Queda persistente do TVL absoluto do Ethereum
  • Saída de liquidez em stablecoins da rede
  • Migração contínua da atividade em DEXs
  • Desenvolvedores escolhendo cada vez mais redes concorrentes
  • Grandes protocolos DeFi reduzindo sua presença no Ethereum
  • Crescimento das L2s incapaz de compensar a fraqueza da L1
  • Receitas e taxas menores dos protocolos
  • Queda da atividade econômica junto com a liquidez

O maior sinal de alerta seria a deterioração simultânea do capital e da atividade.

O que não seria suficiente?

Uma porcentagem menor do TVL total do DeFi não significa automaticamente que o Ethereum perdeu sua força. Se o TVL da rede continuar grande enquanto o DeFi crescer muito mais rápido em redes concorrentes, sua fatia pode cair mesmo com um ecossistema economicamente relevante. Essa distinção importa ao comparar o papel do Ethereum em aplicações que vão de exchanges descentralizadas a cassinos de cripto, nas quais liquidez, transações e demanda dos usuários podem se distribuir por várias redes. Ela deve permanecer central no debate sobre a participação do Ethereum no DeFi.

A queda de 63,5% para 53–54% precisa de outra leitura

Voltemos ao exemplo.

A leitura bruta é simples:

63,5% → ~53–54%

Isso parece negativo.

Mas o quadro completo é mais complexo.

O Ethereum ainda tem:

  • Muita liquidez DeFi em termos absolutos
  • Liquidez profunda nos protocolos
  • Infraestrutura importante de stablecoins
  • Grande comunidade de desenvolvedores
  • Ecossistema de L2s em expansão
  • Atividade relevante em DEXs
  • Infraestrutura consolidada de liquidação

Ao mesmo tempo, redes concorrentes conquistaram uma parcela bem maior da economia DeFi.

As duas coisas podem ser verdade.

O Ethereum pode perder participação de mercado e continuar entre as plataformas mais importantes do DeFi.

Os dados atuais reforçam por que atividade e TVL precisam ser analisados separadamente. O Ethereum continua entre os maiores mercados de DEXs, enquanto Solana, BNB Chain e Base também processam volumes expressivos.

Portanto, a formulação mais precisa é:

A participação do Ethereum está caindo, mas seu papel pode estar mudando: de sinônimo do DeFi para componente central de uma economia DeFi multichain muito maior.

O que acompanhar daqui para frente

A próxima fase deve ser avaliada por vários indicadores, não por uma única porcentagem.

1. TVL absoluto do Ethereum

A rede continua atraindo e mantendo capital?

2. Liquidez em stablecoins no Ethereum

As stablecoins permanecem no ecossistema mais amplo?

3. Volume em DEXs

A atividade de negociação se estabiliza, cresce ou migra continuamente para outras redes?

4. Crescimento das L2s

Base, Arbitrum, Optimism e outras L2s ampliam o ecossistema?

5. Taxas e receitas

Os usuários geram demanda econômica relevante?

6. Atividade de desenvolvedores

Novos protocolos ainda escolhem o Ethereum e a infraestrutura ao redor dele?

7. Liquidez entre redes

Os usuários estão se tornando mais multichain em vez de apenas trocar de rede?

Esse conjunto de indicadores é melhor para avaliar o Ethereum no DeFi do que perguntar se a rede recuperou uma porcentagem específica do TVL.

A lição maior: participação de mercado diz cada vez menos sobre importância

O mercado DeFi mudou.

Quando uma blockchain concentrava a maioria dos grandes protocolos e da liquidez, sua participação no TVL era um indicador relativamente claro.

Hoje, já não é assim.

O capital pode circular entre:

  • L1s
  • L2s
  • Pontes
  • Stablecoins
  • DEXs
  • Mercados de empréstimos
  • Exchanges de contratos perpétuos
  • Aplicações entre redes

A atividade econômica também pode se dividir entre ambientes de execução conectados pela mesma liquidez e infraestrutura. Por isso, a participação das blockchains precisa ser analisada em várias dimensões.

O Ethereum pode perder fatia do TVL e continuar influente em liquidez, stablecoins, desenvolvimento, liquidação e atividade nas L2s. Da mesma forma, outra rede pode dominar o volume de negociação sem substituir o Ethereum em todas as camadas do DeFi.